Indústria Alimentícia 2018-12-10T11:04:35+00:00

Sistemas de Tratamento

INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA

As industrias alimentícias apresentam diversos segmentos e a complexidade de tratamento varia de acordo com seu processo industrial. Podemos citar: Bebidas(Refrigerante), Bebidas ( Cervejaria), Pescado, Abatedouro de Aves ,bovinos e/ou suínos e Laticínios.

→ Bebidas (refrigerantes)

Os efluentes são gerados nas lavagens das salas de xaroparia, linhas de enchimento de latas e garrafas, pisos, descartes de produtos retornados do mercado e esgotos sanitários.

Oes efluentes são ricos em açúcar, corantes e outros componentes das bebidas. Os efluentes apresentam tambéms partículas de carvão oriundas da xaroparia e óleos minerais  oriundos de vazamentos das máquinas de processo e das oficinas de manutenção.

O pH dos efluentes depende do tipo de embalagem produzida pela indústria. No caso da utilização de soda cáustica para a lavagem de embalagens retornáveis, o efluente é alcalino, pH até 12, DQO até 1000 mgO2/L. O processo mais usual é constituído por três etapas de tratamento:

  • Preliminar ,Primário,Secundário

→ Bebidas (Cervejaria)

Os efluentes são gerados nas lavagens das salas de fermentação, linhas de enchimento de latas e garrafas,lavagens  de pasteurizadores, lavagens de pisos, descartes de produtos retornados do  mercado e esgotos sanitários dos funcionários.

Os efluentes são ricos em açúcares (malte e cevada) e outros componentes das cervejas. Os efluentes apresentam também partículas de terras diatomáceas oriundas da filtração do most o e óleos minerais oriundos de vazamentos das máquinas de processo e das oficinas de manutenção.

O pH dos efluentes é normalment e levemente ácido ou neutro e a DQO é normalmente 2000 mgO2/L.

O processo mais usual de tratament o desse efluente é constituído de t rês etapas:

Preliminar (remoção de areia, separação de água e óleo, peneiramento e correção do pH);

Secundário por processo misto anaeróbio e aeróbio. A etapa anaeróbia é composta de biodigestão em  duas etapas sendo a primeira constituída por hidrólise ácida e a segunda pela etapa metanogênica.  A eficiência complementar é obtida por processos aeróbios compostos por lagoa aerada  ou lodos ativados.

Secundário simples, pode ser composto som ente de processo aeróbio, no caso os lodos ativados

→ Pescado

Os efluentes são gerados em diversas etapas do processamento do pescado, tais como: recepção do pescado,  condensação  nas câmaras frigoríficas, evisceração, salmoura, acondicionamento em latas, cozimento,  adição do óleo, recravamento das latas, lavagens das latas, autoclavagem e lavagens para resfriamento. Além das águas de lavagens do pescado temos também as lavagens de pisos e equipamentos. São incluídos nos efluentes industr iais os esgotos sanitários dos funcionários.

Os efluentes industriais são compostos da  matéria orgânica oriunda do processamento do  pescado, dos produtos utilizados em  limpezas e pelo sal das salmouras descartadas.

Os efluentes apresentam pH próximo ao neutro (6,2-7,0),  a DQO média de 4300 mgO2/L, a DBO 1700 mgO2/L, e os óleos e  graxas superiores a 800 mg/L.

O processo de tr atamento que há mais de 15 anos tem apresentado sucesso no Brasil e que considera inclusive a sazonalidade da pesca é o processo constituído de três etapas:

Preliminar (peneiramento e equalização): remoção de escamas e pedaços de peixes.

Primário (clarificação f ísico-química por adição de coagulantes químicos e cloreto férrico, por flotação):  remoção de óleos emulsionados , e sólidos coloidais.

Secundário (biodigestão) – Remoção a matéria Orgânica dissolvida em reator anaeróbio.

→ Abatedouro de aves

Os efluentes são gerados nas lavagens de pisos e das instalações nas seguintes etapas da produção: área de recebimentos das aves; lavagens das caixas utilizadas no transporte; sala de abate; sala de sangria; escaldamento; depenagem mecanizada; evisceramento; resfr iamento com gelo; embalagem; congelamento; expedição. São gerados efluentes nas lavagens de gases  se houver fabricação de farinhas de aves.

A concentração de matéria orgânica nos efluentes vaia de 1000 a 3700 mgO2/ L em função das quantidades de água utilizadas no processo em relação ao número e peso dos frangos abatidos. É importante saber se o sangue é retirado antes  da lavagem da sala de sangria, pois isto pode reduzir a carga orgânica da indústria.

Os processos largamente utilizados no Brasil são constituídos de até três etapas: preliminar, primária e secundária

Preliminar (peneiramento para remoção de penas e vísceras, separação de gorduras);

Secundário (lagunagem – utilizar uma série de lagoas anaeróbia, facultativa e de aguapé).

No caso de não haver espaço disponível para a implantação de lagoas o processo

preliminar é complementado com o tanque de equalização, seguido de clarificação

físico-química (flotação) e t ratamento biológico por lodos ativados.

Obs.: Recomenda-se o aproveitamento do  sangue, vísceras e penas na fabricação de farinha de aves (ração).

→ Abatedouros de bovinos e/ou suinos

Os efluentes são gerados nas seguintes et apas do processo industrial:

  • Águas de Banho: São as águas utilizadas para lavar e acalmar os animais

antes do abate. Estes efluentes contém pequena quantidade de esterco e

terra.

  • Limpeza de pocilgas e currais: A limpeza de currais é semanal de primeiro

é feita uma raspagem dos sólidos (esterco),  sendo feita após uma lavagem.

Os efluentes contêm esterco e terra.

  • Lavagem da sala da sangria: A lavagem é contínua e a maior parte do sangue e conseqüentemente da carga orgânica é carreada neste ponto.

Deve-se observar que um abatedouro é uma atividade industrial que deve estar localizada de forma a ter uma área disponível para aplicar o processo de lagoas, objetivando-se reduzir os custos totais de operação e inst alação da atividade.

→ Laticínios

Os efluentes industriais dos laticínios são oriundos das diversas etapas de lavagens de pisos e equipamentos que arrastam resíduos de leite e seus derivados incluindo também produtos de limpeza.

A qualidade dos efluentes varia em  função dos produtos industrializados (resfriamento e ensacamento, fabricação de queijos, yogurtes, manteiga, requeijão, leite em pó, et c.), capacidade de produção, “lay-out” industrial, tecnologia utilizada para a higienização das instalações e qualidade do leite utilizado.

A minimização da geração de efluentes pode ser conseguida desde que sejam utilizadas membranas filtrant es com reuso de água e incorporação do rejeito na produção industrial. O t ratamento dos efluentes gerados pode ser  conseguido através de diversos tipos  de processos tais como;

Preliminar (separação de gorduras, utilizando-se caixas de gordura)

Primário: flotação com o  auxílio da coagulação química para a remoção de

gorduras.

Secundário (lodos ativados, biodigestor, ou lagoas).

É fundamental o aproveitamento do soro do leite, que não deve ser descartado para o efluente.

Os efluentes brutos apresentam uma rápida alteração do pH devido à fermentação láctica, o que deve ser considerado em relação aos materiais empregados na execução do sistema de tratamento.

Os efluentes tratados apresentam concentrações inferiores a 10 mg O2/ L em relação a DQO. Isto demonst ra a excelente biodegradabilidade dos efluentes pois na indústria de laticínios  pode-se obter DQO superiores a 7.000 mg O2/ L no efluente bruto.

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